Novo filme do prestigiado cineasta espanhol Pedro Almodóvar conta a história de um cirurgião plástico obcecado em criar a pele sintética perfeita, capaz de resistir á dor.
Em ” A Pele que Habito” a parceria do diretor com o ator Antonio Banderas é retomada, ele interpreta o cirurgião plástico Robert Ledgard, que após a morte de sua esposa num acidente, concentra todas as suas energias na criação de uma pele sintética com a qual ela poderia ter sobrevivido. Para conseguir o feito ele precisa de duas mulheres, Marília que o criou desde o dia em que nasceu , sua cúmplice e como cobaia uma jovem desaparecida. Mas o filme não se limita a isso e vai num crescendo até se transformar num filme de terror sem gritos. Como pano de fundo traz críticas à obsessão pela aparência.
Escrito pelo prórpio diretor em parceria com Augustín Almodóvar é baseado no romance “Tarântula”, do francês Thierry Jonquet. Na coletiva do Festival de Cannes Almodóvar declarou : “Penso no filme, sobretudo, como uma crítica ao abuso de poder, que parece ter se tornado assustadoramente comum, como na inaceitável prisão de Guantánamo e nas práticas de tortura que se legitimaram por lá”, disse ainda ”Nossa sociedade tem dado exemplos de abuso de poder e temos participado disso de forma inconsciente, por meio de nossa indiferença.”