Fim de semana para cinéfilo nenhum botar defeito, bons filmes para conferir , olha só!
“Inquietos” -novo filme do cineasta Gus Van Sant segue o mesmo universo jovem abordado nos filmes anteriores como “Paranoid Park” de 2007 e ‘Garotos de Programa’ de 1991.
Mas neste novo filme dois adolescentes lidam com aspectos diferentes da morte. Se encontram e vivem uma impossível (?) história de amor. No elenco Mia Wasikowska ( Alice no País das Maravilhas’) e estreando no cinema Henry Hopper, filho de Dennis Hopper. Pode apostar.
“Late Bloomers – o amor não tem fim “ da diretora Julie Gavras , filha do cineasta grego Costa Gavras, aborada o amor na terceira idade. Para contar essa história dois grandes atores, Isabella Rossellini e William Hurt que vivem um casal, cada um vivendo uma em crise pessoal, um momento de virada na vida .Assim como ” A Culpa é do fidel” , seu primeiro longa que versa um olhar irônico sobre os turbulentos anos 70, sob o ponto de vista de uma menina, parte de uma vivência pessoal para fazer um reflexão sobre a vida aos 60 anos.
Confira a entrevista que fizemos com Julie Gavras, que veio ao Brasil apresentar o filme na Mostra Internacional de Cinema e é claro o Só Cinema foi la conversar com ela:
http://socinema.com.br/entrevista-julie-gavras-35º-mostra-internacional-de-cinema
“O Garoto de Bicicleta” nova produção dos irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne, vencedor da Palma de Ouro em Cannes esse ano, que abriram novamente a lenta para o universo juvenil na história de um garoto abandonado pelo pai num orfanato. Mas não pense que está tudo aí não, o filme tem as suas surpresas!
“Acho que o filme gira em torno da questão: o amor de uma mulher pode fazer uma criança sair de sua cólera? Samanta é um pouco o pai e a mãe de Cyril ao mesmo tempo. Ela é o amor, mas também o aprendizado do mundo” comentou em Cannes Luc Dardenne. O filme gera uma certa polêmica, vai render uma boa conversa depois de vê-lo, garanto.
Quanto aos brasileiros, recomendo o sensível documentário de Cláudia Priscilla, “Leite e Ferro”, que abre a sua lente sobre a maternidade na cadeia. Com uma equipe reduzida Cláudia conseguiu estabelecer uma certa cumplicidade que gerou relatos íntimos dessas mães, que se prepararam para o momento de separação de seus filhos. Premiado como melhor documentário e melhor direção no Festival de Paulínia em 2010.