Aos 72 anos Ruggero Deodato já fez de tudo no cinema.Dirigiu, escreveu, atuou e foi assistente de mestres como Roberto Rosselini, Sergio Corbucci (Django) e Joseph Losey.
Dirigiu seu primeiro longa em 1966 mas só conheceu o sucesso em 1980 quando lançou Canibal Holocausto.
Rodado na Amazônia, Nova Iorque e Roma, usando atores estreantes do Actors Studio e uma linguagem de documentário, Cannibal Holocausto inovou o gênero de horror e arrebatou uma legião de fãs pelo mundo afora.
O filme foi marcado pela violência das cenas e pela polêmica, o que levou Deodato `a corte italiana para responder a um longo processo que o acusava desde usar da crueldade contra animais até a assassinato de primeiro grau (uma vez que na estratégia de marketing que Deodato encontrara para o seu filme incluía o desaparecimento dos quatro atores principais do filme por um ano). Deodato se livrou da prisão, mas foi proibido de filmar na Itália por vários anos.
Desde então Canibal Holocausto se transformou num clássico do mockmentary ( o falso documentário) e inspirou filmes como “A Bruxa de Blair”, “REC” e muitos outros.
Deodato esteve no Brasil para ser homenageado pelo 6 CineFantasy, que terminou no dia 4 de dezembro.
O Só Cinema esteve lá e conversou com ele.