No ano passado um artigo do caderno “Ilustrada” do jornal “A Folha de S. Paulo”, trazia uma reportagem sobre as co-produções de filmes de países da América Latina com o Brasil, depois da crise econômica que atingiu a Espanha, o principal parceiro de “nuestros hermanos”.
Apesar da diferença na língua entre o Espanhol e o Português, muitas produtoras já apostam neste mercado e colhem já seus resultados.
Um caso interessante é o da Bossa Nova Films, produtora de São Paulo que na sua primeira co-produção com o Chile, turbinou o seu currículo com o prêmio mais importante do cinema independente mundial, o Sundance.
No dia 28 de janeiro, o Sundance concedeu a “Violeta Se Fue a Los Cielos”, o novo filme do chileno Andrés Wood (do premiado Machuca), o prêmio de melhor longa estrangeiro no Festival.
Medida as proporções, para uma produção independente é como ganhar o Oscar de melhor filme estrangeiro, diz Denise Gomes, sócia e Diretora Executiva da BossaNova Filmes, que esteve em Sundance , mas não assistiu a premiação.
O filme conta a história da cantora e artista plástica chilena Violeta Parra, interpretada pela atriz Francisca Gavilán.
Descendente de índios e europeus, Violeta voltou sua carreira para difundir ao mundo o Folclore Chileno, através de suas canções, desenhos e tapeçarias.
O filme que arrebatou platéias no Chile e na Argentina, estréia no Brasil em abril.
Além do Brasil, a Woods Producciones do Chile, contou com parceria da Maiz Producciones da Argentina.
O Só Cinema bateu um papo com Denise Gomes.